Dois mil e quatorze foi o ano da crise existencial, das de desilusões espirituais e da contabilidade negativa, onde coisa ruins tiveram mais chances do que coisas boas.
Foi o ano que conquistei o que queria em 2013, mas descobri que não era o que ia me fazer feliz. O que resultou na crise existencial, logo nos primeiros meses. Descobri que nem todo publicitário é egocêntrico e nem todo jornalista humanitário.
Descobri que as pessoas crescem e ficam piores em alguns casos. Que os amigos mudam. Que onde você se sente bem, já é em outro lugar. Reforcei e conquistei novas amizades que entendem o mundo onde vivo e olham para ele da mesma forma que eu.
Percebi que a única coisa boa da faculdade são os amigos. Aliás, umas das maiores decepções desse ano foi saber que nela, ao invés de pessoas bem informadas, com mente aberta e dispostas a discutirem opiniões diferentes, têm pessoas medíocres que se acham os donos da verdade e têm seguidores que compactuam com isso.
Confirmei que tive sorte no amor, por ter encontrado a metade da minha alguma coisa. Na verdade, encontrei outra parte inteira que complementa o que eu sou. Não o encontrei esse ano (afinal, já fazem quase 5 anos), mas nesse ano tive a certeza de que é a pessoa que eu quero levar comigo para a vida inteira.
Tive a oportunidade de ver o amor mais puro que se pode encontrar. A inocência e alegria vi no olhar de um ser, que ainda o ser humano tem coragem de julgar inferior. A melhor e mais dolorosa experiência que tive na minha vida, mas que confirmou que estou na luta certa. Apesar de ter convido só dois meses com a Ofélia (ovelhinha que meu namorado adotou), ela me ensinou muito mais que qualquer humano. Se antes já gostava e admirava os animais, hoje faço isso mais ainda.
Todas essas coisas ruins me fizeram crescer. Aprendi a me importar mais com que eu quero e não ligar (realmente) para o que os outros pensam. Me conheci melhor. Agora sei o que eu sou, o que eu gosto e o que eu quero. Percebi que nunca vou ser como a maioria mesmo e com isso vou poder ser quem eu realmente sou, sem cobranças e julgamentos, fazer melhores escolhas e seguir o caminho que é meu, sem tentar seguir a linha que os outros esperam que eu siga.
Em 2015, vou seguir os projetos que comecei esse ano, rever todos as minhas amizades e já tirar fora as que não fazem mais sentido, tentar cumprir as metas que estabeleci, mudar para chegar onde me descobri ser. Me preocupar menos, me divertir mais.
Apesar de todas negativas de 2014, agradeço por ter vivido todas elas. No final, o que eu aprendi foi maior do que elas.
E que venha 2015!!


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